o Ministro dos Desportos brasileiro segue este discurso e fala em endurecer a repressão para evitar mais protestos
"O futebol é mais forte que a insatisfação das pessoas". Joseph Sepp Blatter "disse a Dilma Roussef e ao Aldo tu-cá-tu-lá (o ministro Aldo Rebelo) que temos confiança neles. Uma vez que a bola rolar, as pessoas vão entender e isso dos protestos vai acabar", afirmou. "Se necessário, a repressão será com força" corroborou o ministro."O governo assumiu como responsabilidade e honra acolher esses dois eventos internacionais e vai realizá-los oferecendo segurança e integridade aos torcedores e turistas."
Mais uma vez é notória a promiscuidade entre uma empresa multinacional como a FIFA e os Governos que têm no futebol um dos principais meios de controlo psicológico das massas. Enquanto milhões gritam entusiasticamente "golo!" os governos congeminam na sombra e decretam todas as medidas anti-populares possiveis. Sabendo desta dependência, a FIFA abusa do seu poder, impondo condições e exigindo contrapartidas milionárias para a cedência da organização dos seus eventos. A "esquerdista" Dilma Roussef, à frente da "perplexa classe dominante" representa nesta tragicomédia o papel de puta virgem: "seria pretensioso afirmar que compreendemos o que está a acontecer. Dá a impressão que a sociedade brasileira já tinha superado alguns obstáculos à Democracia incluindo mais gente, mas...". Apesar das autoridades já terem recuado no aumento do preço dos transportes, os protestos não param, o que significa que o âmago do problema não é esse.
A FIFA tem um longo historial de corrupção e intervenções em medidas legistativas especiais nos paises onde actua. O anterior Presidente Jean-Marie Faustin Goedefroid (vulgo "João Havelange"), já muito depois de terminar o exercicio andava ainda em 2011 a braços com uma acusação de suborno por ter recebido 1 milhão de dólares de luvas do Comité Olimpico em 1997 (segundo uma denuncia da BBC que originou um inquérito).O novo presidente Sepp Blatter foi "re-eleito" assumindo o compromisso de erradicar práticas corruptas, ou no minimo que os escândalos continuassem a vir a público, para o que se contou com a criação de um "comité de reforma" onde intervieram o truta Henry Kissinger e uma personalidade com prestigio no meio, como Johan Cruyff. Mas em 2010, depois da organização do mundial da África do Sul, novamente a BBC denuncia que Blatter estava a ser investigado pela polícia suíça sobre seu papel num acordo secreto para receber mais 1 milhão de suborno que o valor nominal do contrato celebrado no valor embolsado. Em mais um documentário exibido no Panorama BBC em Novembro de 2010, denunciou-se que haviam sido pagos subornos pela FIFA na comercialização de merchandising com a International Sports Leisure (ISL) entre 1989 e 1999. Numa lista que incluia diversos presidentes de Federações de Futebol nacionais, que não foi possivel investigar, aparecem 175 subornos pagos pela ISL, totalizando cerca de 100 milhões de dólares.
A FIFA é uma multinacional que envolve o patrocinio de outras grandes multinacionais, como a Adidas, Coca-Cola, Fly-Emirates, Visa, McDonalds, etc. que repercutem estes esquemas mafiosos. Diego Maradona comparou os agentes económicos da FIFA com "um conselho de administração de Dinossauros" - "a FIFA é um grande museu gerido por dinossauros que não querem abandonar o poder. Serão sempre o mesmo."
O ministro dos Desportos da Austrália, Mark Arbib, é uma das mais recentes personalidades a dizer que é preciso pôr termo a este esquema da FIFA: "é algo que estamos a ouvir por todo o mundo". O senador australiano acusa a FIFA de trapacear o país em 46 milhões de dólares, parte da verba que será dispendida na organização do Campeonato do Mundo de 2022 - "enquanto a investigação à FIFA não tiver sido concluída, a Austrália deve adiar o pagamento de dinheiro dos contribuintes para eventos que não sejam transparentes.
actualizações:
Pelé pede para que o Povo esqueça das manifestações e apoie a Selecção Brasileira
Se o seu filho adoecer leve-o ao Estádio
Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
Quarta-feira, Junho 19, 2013
Terça-feira, Junho 18, 2013
a politica de Educação ou a formação de quadros para servir o Capitalismo
"O segredo para alcançar uma vantagem competitiva não está na reacção ao caos, mas na produção desse caos" (Zygmunt Bauman, A Sociedade Sitiada, 2002)
A opinião é do professor Santana Castilho numa entrevista concedida em Setembro de 2011, escassas semanas após a tomada de posse do actual governo: "Nuno Crato não sabe o que é uma escola. Este modelo de avaliação é tecnicamente miserável e, do ponto de vista humano é monstruoso. O ministro da Educação começou o reinado como um autêntico palhaço da avaliação do desempenho dos professores... num governo que prometeu não haver cortes na Educação mas que a breve trecho já tinha fechado mais de 200 escolas...". Como na altura Nuno Crato disse nada ao ser investido em palhaço, calou consentiu. E continuou a rábula (aliás decidida em instâncias superiores): só em 2012 os cortes atingiram cerca de 506 milhões de euros... e com a nova investida em nome da "mobilidade" o Ministério em 2013 prepara a rescisão de mais de 6000 contratos com professores, colocando-os irreversivelmente no desemprego - a somar aos 1100 empregos que desapareceram por dia até Março último. Santana Castilho é uma das vozes mais críticas da destruição da escola pública, com assento regular em comentários no jornal Público, tendo nesta semana de greve dado uma nova entrevista televisiva que voltou a fazer implodir a politica do Ministro da Educação:
No final de tão aguerrida batalha (ver parte 2 e parte 3), o que não fica bem claro por estes dias é que Santana Castilho foi o técnico que Passos Coelho convidou em 2010 para trabalhar na elaboração do Programa Eleitoral do PSD para a Área da Educação. Santana Castilho esperaria até inclusivamente ser convidado para ministro...E foi esse programa que foi votado e venceu a eleição. Mas assim que se apanhou com os votos que deram ao grupo de clientes de Passos Coelho a possibilidade de se atirarem a lamber o pote, o governo mandou o programa às urtigas. Confessava então Santana Castilho: "estou profundamente desiludido". Ora quando os tipos da mesma área politica se ludibriam una aos outros sem pingo de vergonha e o ministro com as suas ilegalidades formais policias nas escolas, etc. continua a manipular uma boa parte da opinião pública, é certo que se atingiu o grau zero na congestão da coisa pública - e ao caso vem a velha citação de Heródoto: "É sem dúvida mais facil enganar uma multidão do que um só homem"
Grau zero, porque não se trata já de implementar qualquer politica, mas sim de desmantelar o que antes existia... que é mais conveniente e promete mais lucro do que o laborioso trabalho de construir algo. Enfim, destruir para angariar oportunidades de negócio para um grupo restrito de amigos. Ignorando olimpicamente greves e manisfestaçõers, o Governo aumenta subsídio às escolas privadas, passando em tempo estas instituições a receber mais cinco mil euros por turma. O FMI recomenda aumentar número de alunos por turma - o Governo compromete-se a aumentar o número de alunos por turma. Não se trata já apenas de um programa ditatorial do neoliberalismo aplicado ao ensino, numa Escola que pretende formar ideologicamente "especialistas e ignorantes", mas sim de negar a Democracia (a verdadeira, a autêntica, não a demagógica que nos impingem), a qual só pode ser realizada dentro de grupos relativamente homogéneos, em que todos os individuos sejam sensivelmente iguais e se complementem uns aos outros. Como afinal haveria de ser o modelo civilizacional europeu:
Finlândia: a melhor educação do mundo é 100% estatal, gratuita e universal
A opinião é do professor Santana Castilho numa entrevista concedida em Setembro de 2011, escassas semanas após a tomada de posse do actual governo: "Nuno Crato não sabe o que é uma escola. Este modelo de avaliação é tecnicamente miserável e, do ponto de vista humano é monstruoso. O ministro da Educação começou o reinado como um autêntico palhaço da avaliação do desempenho dos professores... num governo que prometeu não haver cortes na Educação mas que a breve trecho já tinha fechado mais de 200 escolas...". Como na altura Nuno Crato disse nada ao ser investido em palhaço, calou consentiu. E continuou a rábula (aliás decidida em instâncias superiores): só em 2012 os cortes atingiram cerca de 506 milhões de euros... e com a nova investida em nome da "mobilidade" o Ministério em 2013 prepara a rescisão de mais de 6000 contratos com professores, colocando-os irreversivelmente no desemprego - a somar aos 1100 empregos que desapareceram por dia até Março último. Santana Castilho é uma das vozes mais críticas da destruição da escola pública, com assento regular em comentários no jornal Público, tendo nesta semana de greve dado uma nova entrevista televisiva que voltou a fazer implodir a politica do Ministro da Educação:
No final de tão aguerrida batalha (ver parte 2 e parte 3), o que não fica bem claro por estes dias é que Santana Castilho foi o técnico que Passos Coelho convidou em 2010 para trabalhar na elaboração do Programa Eleitoral do PSD para a Área da Educação. Santana Castilho esperaria até inclusivamente ser convidado para ministro...E foi esse programa que foi votado e venceu a eleição. Mas assim que se apanhou com os votos que deram ao grupo de clientes de Passos Coelho a possibilidade de se atirarem a lamber o pote, o governo mandou o programa às urtigas. Confessava então Santana Castilho: "estou profundamente desiludido". Ora quando os tipos da mesma área politica se ludibriam una aos outros sem pingo de vergonha e o ministro com as suas ilegalidades formais policias nas escolas, etc. continua a manipular uma boa parte da opinião pública, é certo que se atingiu o grau zero na congestão da coisa pública - e ao caso vem a velha citação de Heródoto: "É sem dúvida mais facil enganar uma multidão do que um só homem"
Grau zero, porque não se trata já de implementar qualquer politica, mas sim de desmantelar o que antes existia... que é mais conveniente e promete mais lucro do que o laborioso trabalho de construir algo. Enfim, destruir para angariar oportunidades de negócio para um grupo restrito de amigos. Ignorando olimpicamente greves e manisfestaçõers, o Governo aumenta subsídio às escolas privadas, passando em tempo estas instituições a receber mais cinco mil euros por turma. O FMI recomenda aumentar número de alunos por turma - o Governo compromete-se a aumentar o número de alunos por turma. Não se trata já apenas de um programa ditatorial do neoliberalismo aplicado ao ensino, numa Escola que pretende formar ideologicamente "especialistas e ignorantes", mas sim de negar a Democracia (a verdadeira, a autêntica, não a demagógica que nos impingem), a qual só pode ser realizada dentro de grupos relativamente homogéneos, em que todos os individuos sejam sensivelmente iguais e se complementem uns aos outros. Como afinal haveria de ser o modelo civilizacional europeu:
Finlândia: a melhor educação do mundo é 100% estatal, gratuita e universal
Segunda-feira, Junho 17, 2013
A Invenção dos Judeus Portugueses (II)
A “Consolação às (a)Tribulações de Israel”, a primeira "obra literária" em português de um alegado judeu, era praticamente desconhecida em Portugal e pelo mundo fora, até que a Fundação Gulbenkian resolveu editar o livro em 1989. Na referida obra, o autor Samuel Usque serve-se de uma prosa inspirada nos textos bíblicos, na literatura sagrada e em clássicos gregos, "para contar a história do povo judaico, mártir e perseguido, ao mesmo tempo que declara a esperança dos Judeus atingirem a Terra Santa" (em 1553).Diz-se no próprio prefácio da edição da Gulbenkian: "“o texto levanta problemas, os quais não foram, nem poderão vir a ser esclarecidos de maneira satisfatória. Há os porquê e para quê, assim como os para quem” (pp133). O original das “Tribulações de Israel” é dedicado a Gracia Nasi, comparada pelo autor “ao próprio Sol por afeição em ser eu, ilustríssima Senhora vossa feitura (…) grato das muitas mercês que de vossa larga mão tenho recebido”
Quem era Gracia Nasi?
“Gracia Nasi”, nascida em Lisboa em 1510 como Beatrice de Luna no seio de uma família espanhola de Aragão, foi uma das mulheres mais ricas da Europa renascentista. Adquiriu fortuna quando se casou com Francisco Mendes Benveniste, dono da eminente casa internacional financeira - a Casa dos Mendes - igualmente operadora das carreiras de naus de comércio de especiarias entre Lisboa e Antuérpia (então um principado dos Habsburgos) para onde, depois de uma passagem por Ferrara em Itália, Dona Gracia se mudou depois que ficou viúva em 1538. Era tia de José Miquês, uma figura importante na politica do Império Otomano para onde Gracia emigrou novamente, vindo a morrer em Constantinopla em 1569. Gracia Nasi era então alguém a quem chamaríamos hoje "grande empresária" cuja familia detinha o monopólio da carreira de transferência de bens vindos de África e do Oriente com destino ao norte da Europa, mais desenvolvida. Com Lisboa reduzida a mero entreposto comercial de transição a "epopeia dos descobrimentos" viu-se submetida aos interesses estrangeiros. Gracia Nasi era então "uma das pessoas mais ricas e importantes da cidade, possivelmente morando na luxuosa Rua Nova próxima do centro financeiro e da Alfândega" (conforme menciona Esther Mucznik a biografia que pariu da personagem), residindo ao lado de banqueiros e comerciantes abastados vindos de toda a Europa atraídos pelas oportunidades de investimento com o retorno de juros elevadíssimos - isto é, Gracia Nasi ascendeu à condição de "judia" pela sua posição sócio profissional. Como rica e sanguessuga, integrou por direito próprio o grupo de judeus odiados pelo povo ao qual a Igreja naqueles dias dava uma mãozinha condenando a usura.
E no entanto, diz a moderna propaganda judeo-sionista ao construir a lenda, Dona Gracia ajudou milhares de judeus pobrezinhos a safar-se das agruras das perseguições da Inquisição liderada pelos cristãos, fazendo jus às seculares "atribulações do povo de Israel"...
Não se percebe!
A patrona Gracia e os seu protegido Samuel Usque que fugiram da Inquisição portuguesa foram refugiar-se em Ferrara ficando a "trabalhar" sob a égide de um notável Duque italiano que era ele próprio uma simbolo da Inquisição decretada pela Papa sobre todos os submissos povos do sul da Europa?
Domingo, Junho 16, 2013
A pátria onde Camões morreu de fome e onde todos enchem a barriga de Camões! (José de Almada Negreiros)
Sábado, Junho 15, 2013
Breve História de Hierosolyma (Jerusalem)
Retirando da História a mitologia da criação do homem e do mundo por seres fantásticos sobrenaturais, a estação arqueológica por excelência de vestigios primitivos da ocupação humana na Palestina é Jericó (7000 a.e.c.), não Jerusalém (2600 a.e.c).
"Naquele tempo os habitantes da Judeia desencadearam uma guerra porque foram proibidos de mutilar os seus genitais" (citação atribuida ao imperador Adriano na Historia Augusta 14.2.)
"Jerusalém estava tão bem identificada com o solo por aqueles que cavaram as suas fundações, que não ficou nada para ver àqueles que ali chegavam acreditando que já alguma vez tinha sido habitada" – Flavius Josefus, “Guerra” VII.1, 1.
Depois da queda de Roma a Ocidente às mãos das tribos bárbaras germânicas, o Império Romano do Oriente sobreviveu durante o século V, no entanto começou a perder territórios de forma continuada. Uma grande fatia caíu em poder dos invasores muçulmanos vindos da Arábia nos séculos VII e VIII. No século IX os Turcos deixaram deixaram as estepes e no seu caminho para o Ocidente e para o Sul estabeleceram o seu domínio por todo o Médio Oriente tomando a Bizâncio os territórios que constituem hoje a Turquia. A capital Constantinopla foi tomada em 1453. De raízes mais gregas que romanas, a cidade converter-se-ia na capital do Império Otomano. A grande Catedral mandada construir pelo imperador romano Justiniano no século VI foi convertida na mesquita “Hagia Sophia”, (a “Sagrada Sabedoria”) segundo a tradição da população muçulmana. Os sacerdotes “estudiosos” dos antigos textos bíblicos mudaram-se para Itália, enquanto os clássicos gregos traduzidos e dados a conhecer pelos Árabes no Al-Andalus caíram em mãos dos cristãos que fundaram a Espanha católica com capital em Toledo. Com esses manuscritos fundou Afonso X a biblioteca que lhe valeu o cognome de “o Sábio”, convertendo a cidade num polo de cultura que irradiou o saber dos clássicos por todo o Ocidente.
No final do século XI aproximadamente dois terços do mundo antigo conhecido tinha sido conquistado fisicamente pela superioridade moral dos muçulmanos, incluindo as importantes regiões do Egipto, Anatólia e Síria Palaestina. As Cruzadas, expedições militares destinadas a conquistar regiões de povos pagãos, como forma de redenção dos pecados cometidos segundo as crenças religiosas dos invasores, começaram em 1095 tentando implantar Estados Cristãos no Médio Oriente, porém a irresistível expansão dos Estados Islâmicos acabaram por reverter alguns ganhos efémeros, como na implantação do Reino Cristão da Síria. Com a expulsão definitiva deste último, o espirito das Cruzadas declinou rapidamente a partir do século XVI, com o advento da Reforma Protestante e o declínio da autoridade Papal.
al-Malik al-Kamil foi um sultão do Egipto da dinastia dos Ayúbidas, sobrinho de Saladino. Apesar de ter derrotado os Cruzados em Damietta no ano de 1219, cedeu-lhes Jerusalém - al-Kamil é uma personagem histórica muito importante porque foi ele, ao consentir uma ocupação pacifica, foi o verdadeiro fundador da mitologia da "terra santa"
A Quinta Cruzada organizada pelo imperador Frederico II do Sacro Império Romano e Rei da Sicilia sob a égide do Papa Honório III, encontrou pela frente as forças muçulmanas defensoras lideradas por al-Kamil, que se tinha tornado sultão nesse mesmo ano após a morte de al-Adil em Agosto. No ano seguinte, al-Kamil quase foi derrubado por uma conspiração entre os cristãos coptas egipcios sufocada pelo seu irmão, o
governador de Damasco, al-Mu'azzam.
Francisco de Assis afirmando-se como o oposto à mística das Cruzadas, acompanhou porém esta Quinta Cruzada no cerco a Damietta em 1219, sendo recebido sem qualquer protecção pelo sultão, tentando converter al-Kamil ao cristianismo, obviamente sem sucesso. Al-Kamil fez diversas ofertas de paz aos cruzados, todas rejeitadas, por conta da influência do legado papal Pelágio. Ele oferecia-lhes a “devolução” de Jerusalém, propunha-se reconstruir as suas muralhas (destruídas pelo seu irmão al-Mu'azzam) e a devolver a “Vera Cruz”, uma reliquia mística proveniente, segundo a tradição cristã, da verdadeira cruz em que Jesus Cristo foi crucificado, embora os muçulmanos não fizessem a menor ideia do que fosse nem possuíssem nada de semelhante.
Por conta de uma grande carestia e epidemias na sequência desse ano em que o Nilo não inundou as suas margens, al-Kamil não conseguiu continuar a defender Damietta e a cidade foi capturada em Novembro de 1219 pelos cristãos. O sultão recuou para Almançora, uma fortaleza recuada no Nilo e quase não houve combates até 1221, quando o sultão novamente tentou oferecer a paz aos ocupantes, tendo esta sido novamente recusada. Os cruzados marcharam em direcção ao Cairo, mas al-Kamil simplesmente abriu as represas do rio provocando grandes inundações ao longo do Nilo, forçando os Cruzados a aceitar finalmente uma paz de oito anos. Em Setembro do mesmo ano al-Kamil reconquistou Damietta.
Apesar das atrocidades cometidas, uma vez que as hostes cristãs não cumpriram os seus objetivos, já que os reforços prometidos não chegaram, Frederico II foi excomungado pelo papa Gregório IX. Essa foi a última cruzada para a qual o papado mandou as suas próprias tropas.
Nos anos seguintes, houve uma disputa de poder entre al-Mu'azzam e al-Kamil, estando este disposto a aceitar a paz com Frederico II, que estava já a planear a Sexta Cruzada. Porém, al-Mu'azzam morreu em 1227, eliminando a necessidade de uma negociação de paz apressada. Porém Frederico e o seu exército já estavam na região. Após a morte do irmão, al-Kamil e o outro irmão, al-Ashraf Khalil, negociaram um tratado de partilha cedendo toda a Palestina para al-Kamil, ficando ele com a Síria. Em Fevereiro de 1229, al-Kamil negociou uma paz de dez anos com Frederico II. O Tratado de 1229 é único na história das cruzadas. Unicamente pelo caminho diplomático e sem nenhum confronto militar expressivo, Jerusalém, Belém e um corredor até ao mar foram cedidas para a fundação do Reino de Jerusalém o qual passou a ser administrado pelo patriarca latino Geraldo de Lausanne que interditou o acesso dos cristãos à cidade sagrada. O território de Jerusalem foi cedido com excepção da zona do Templo, do Domo da Rocha e da Mesquita de al-Aqsa, que permaneceram sob controle muçulmano. Além disso, todos os habitantes muçulmanos da cidade mantiveram as suas posses e as suas residências, tendo os seus próprios funcionários públicos para efectivarem um sistema judicial separado e garantindo a liberdade religiosa para todos habitantes e peregrinos.
Em 1239, o tratado com Frederico II expirou e, perante a ameaça de nova Cruzada liderada por Richard 1ºEarl de Cornwaal, Jerusalém foi de novo tomada pelos muçulmanos. O Império dos Ayúbidas (1171-1342) cairia de seguida numa guerra civil, sendo dividido entre a Síria e o Egipto pelos dois filhos de al-Kamil. Porém nem uma aliança entre a Síria e Jerusalem conseguiu evitar que a cidade fosse saqueada em 1241 pelos Corásmeos com o apoio do Egipto. Neste período o Egipto e a Síria atingiram em conjunto um periodo de grande prosperidade e desenvolvimento, tendo como base as exportações que tinham como destino o continente europeu. A razão para que esta balança comercial se tornasse tão favorável era o facto dos produtos orientais terem uma grande procura, precisamente por serem raros e muito apreciados no Ocidente (seda, especiarias, etc). Os Ayúbidas representaram no mundo uma muito maior evolução do que o mundo ocidental, principalmente nos ramos mais ligados às ciências: a matemática, medicina, astrologia e física. Mas depois das invasões do Império Mongol de Genghis Khan a partir de 1526 tudo se perdeu. O Império Mongol, que no seu auge dominou 130 milhões de pessoas entre a Mongólia, passando pelo subcontinente Indiano até ao Médio Oriente, viria por sua vez a sucumbir face ao poderio do Império Britânico em 1857. A Palestina que temos hoje é um legado da Grã-Bretanha e das suas concessões ao movimento Sionista.
No cadinho das duas grandes guerras entre as potências europeias (1914-1945) o Estado de Israel deve a sua criação à conjugação dos investimentos financeiros da Casa dos Rothschilds e em meios humanos ao plano Nazi de colonização da antiga colónia britânica por meio do incentivo à emigração de judeus da Alemanha para a Palestina através do Plano Havaara.
fontes:
* História Augusta (wikipedia)
* Mitologia Cristã "Jesus Never Existed"
* a Dinastia dos Ayúbidas (wikipedia)
* História das Cruzadas (Enciclopedia Britânica)
* os Condados cristãos de Inglaterra (wikipedia)
* o Império Mongol (wikipedia)
"Naquele tempo os habitantes da Judeia desencadearam uma guerra porque foram proibidos de mutilar os seus genitais" (citação atribuida ao imperador Adriano na Historia Augusta 14.2.)"Jerusalém estava tão bem identificada com o solo por aqueles que cavaram as suas fundações, que não ficou nada para ver àqueles que ali chegavam acreditando que já alguma vez tinha sido habitada" – Flavius Josefus, “Guerra” VII.1, 1.
Depois da queda de Roma a Ocidente às mãos das tribos bárbaras germânicas, o Império Romano do Oriente sobreviveu durante o século V, no entanto começou a perder territórios de forma continuada. Uma grande fatia caíu em poder dos invasores muçulmanos vindos da Arábia nos séculos VII e VIII. No século IX os Turcos deixaram deixaram as estepes e no seu caminho para o Ocidente e para o Sul estabeleceram o seu domínio por todo o Médio Oriente tomando a Bizâncio os territórios que constituem hoje a Turquia. A capital Constantinopla foi tomada em 1453. De raízes mais gregas que romanas, a cidade converter-se-ia na capital do Império Otomano. A grande Catedral mandada construir pelo imperador romano Justiniano no século VI foi convertida na mesquita “Hagia Sophia”, (a “Sagrada Sabedoria”) segundo a tradição da população muçulmana. Os sacerdotes “estudiosos” dos antigos textos bíblicos mudaram-se para Itália, enquanto os clássicos gregos traduzidos e dados a conhecer pelos Árabes no Al-Andalus caíram em mãos dos cristãos que fundaram a Espanha católica com capital em Toledo. Com esses manuscritos fundou Afonso X a biblioteca que lhe valeu o cognome de “o Sábio”, convertendo a cidade num polo de cultura que irradiou o saber dos clássicos por todo o Ocidente.
No final do século XI aproximadamente dois terços do mundo antigo conhecido tinha sido conquistado fisicamente pela superioridade moral dos muçulmanos, incluindo as importantes regiões do Egipto, Anatólia e Síria Palaestina. As Cruzadas, expedições militares destinadas a conquistar regiões de povos pagãos, como forma de redenção dos pecados cometidos segundo as crenças religiosas dos invasores, começaram em 1095 tentando implantar Estados Cristãos no Médio Oriente, porém a irresistível expansão dos Estados Islâmicos acabaram por reverter alguns ganhos efémeros, como na implantação do Reino Cristão da Síria. Com a expulsão definitiva deste último, o espirito das Cruzadas declinou rapidamente a partir do século XVI, com o advento da Reforma Protestante e o declínio da autoridade Papal.
al-Malik al-Kamil foi um sultão do Egipto da dinastia dos Ayúbidas, sobrinho de Saladino. Apesar de ter derrotado os Cruzados em Damietta no ano de 1219, cedeu-lhes Jerusalém - al-Kamil é uma personagem histórica muito importante porque foi ele, ao consentir uma ocupação pacifica, foi o verdadeiro fundador da mitologia da "terra santa"
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| al-Kamil e FredericoII |
Francisco de Assis afirmando-se como o oposto à mística das Cruzadas, acompanhou porém esta Quinta Cruzada no cerco a Damietta em 1219, sendo recebido sem qualquer protecção pelo sultão, tentando converter al-Kamil ao cristianismo, obviamente sem sucesso. Al-Kamil fez diversas ofertas de paz aos cruzados, todas rejeitadas, por conta da influência do legado papal Pelágio. Ele oferecia-lhes a “devolução” de Jerusalém, propunha-se reconstruir as suas muralhas (destruídas pelo seu irmão al-Mu'azzam) e a devolver a “Vera Cruz”, uma reliquia mística proveniente, segundo a tradição cristã, da verdadeira cruz em que Jesus Cristo foi crucificado, embora os muçulmanos não fizessem a menor ideia do que fosse nem possuíssem nada de semelhante.
Por conta de uma grande carestia e epidemias na sequência desse ano em que o Nilo não inundou as suas margens, al-Kamil não conseguiu continuar a defender Damietta e a cidade foi capturada em Novembro de 1219 pelos cristãos. O sultão recuou para Almançora, uma fortaleza recuada no Nilo e quase não houve combates até 1221, quando o sultão novamente tentou oferecer a paz aos ocupantes, tendo esta sido novamente recusada. Os cruzados marcharam em direcção ao Cairo, mas al-Kamil simplesmente abriu as represas do rio provocando grandes inundações ao longo do Nilo, forçando os Cruzados a aceitar finalmente uma paz de oito anos. Em Setembro do mesmo ano al-Kamil reconquistou Damietta.
Apesar das atrocidades cometidas, uma vez que as hostes cristãs não cumpriram os seus objetivos, já que os reforços prometidos não chegaram, Frederico II foi excomungado pelo papa Gregório IX. Essa foi a última cruzada para a qual o papado mandou as suas próprias tropas.
Nos anos seguintes, houve uma disputa de poder entre al-Mu'azzam e al-Kamil, estando este disposto a aceitar a paz com Frederico II, que estava já a planear a Sexta Cruzada. Porém, al-Mu'azzam morreu em 1227, eliminando a necessidade de uma negociação de paz apressada. Porém Frederico e o seu exército já estavam na região. Após a morte do irmão, al-Kamil e o outro irmão, al-Ashraf Khalil, negociaram um tratado de partilha cedendo toda a Palestina para al-Kamil, ficando ele com a Síria. Em Fevereiro de 1229, al-Kamil negociou uma paz de dez anos com Frederico II. O Tratado de 1229 é único na história das cruzadas. Unicamente pelo caminho diplomático e sem nenhum confronto militar expressivo, Jerusalém, Belém e um corredor até ao mar foram cedidas para a fundação do Reino de Jerusalém o qual passou a ser administrado pelo patriarca latino Geraldo de Lausanne que interditou o acesso dos cristãos à cidade sagrada. O território de Jerusalem foi cedido com excepção da zona do Templo, do Domo da Rocha e da Mesquita de al-Aqsa, que permaneceram sob controle muçulmano. Além disso, todos os habitantes muçulmanos da cidade mantiveram as suas posses e as suas residências, tendo os seus próprios funcionários públicos para efectivarem um sistema judicial separado e garantindo a liberdade religiosa para todos habitantes e peregrinos.
Em 1239, o tratado com Frederico II expirou e, perante a ameaça de nova Cruzada liderada por Richard 1ºEarl de Cornwaal, Jerusalém foi de novo tomada pelos muçulmanos. O Império dos Ayúbidas (1171-1342) cairia de seguida numa guerra civil, sendo dividido entre a Síria e o Egipto pelos dois filhos de al-Kamil. Porém nem uma aliança entre a Síria e Jerusalem conseguiu evitar que a cidade fosse saqueada em 1241 pelos Corásmeos com o apoio do Egipto. Neste período o Egipto e a Síria atingiram em conjunto um periodo de grande prosperidade e desenvolvimento, tendo como base as exportações que tinham como destino o continente europeu. A razão para que esta balança comercial se tornasse tão favorável era o facto dos produtos orientais terem uma grande procura, precisamente por serem raros e muito apreciados no Ocidente (seda, especiarias, etc). Os Ayúbidas representaram no mundo uma muito maior evolução do que o mundo ocidental, principalmente nos ramos mais ligados às ciências: a matemática, medicina, astrologia e física. Mas depois das invasões do Império Mongol de Genghis Khan a partir de 1526 tudo se perdeu. O Império Mongol, que no seu auge dominou 130 milhões de pessoas entre a Mongólia, passando pelo subcontinente Indiano até ao Médio Oriente, viria por sua vez a sucumbir face ao poderio do Império Britânico em 1857. A Palestina que temos hoje é um legado da Grã-Bretanha e das suas concessões ao movimento Sionista.
No cadinho das duas grandes guerras entre as potências europeias (1914-1945) o Estado de Israel deve a sua criação à conjugação dos investimentos financeiros da Casa dos Rothschilds e em meios humanos ao plano Nazi de colonização da antiga colónia britânica por meio do incentivo à emigração de judeus da Alemanha para a Palestina através do Plano Havaara.
fontes:
* História Augusta (wikipedia)
* Mitologia Cristã "Jesus Never Existed"
* a Dinastia dos Ayúbidas (wikipedia)
* História das Cruzadas (Enciclopedia Britânica)
* os Condados cristãos de Inglaterra (wikipedia)
* o Império Mongol (wikipedia)
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Sionismo
Sexta-feira, Junho 14, 2013
"Viver acima das nossas possibilidades..." o Parlamento dá o exemplo
Andam a gastar acima das suas possibilidades. Do endividamento total das cinco forças partidárias com assento na Assembleia da República, mais de 8,3 milhões de euros dizem respeito a fornecedores. PSD é o mais endividado.
Os cinco partidos políticos com assento na Assembleia da República tinham, no final do ano passado, uma dívida total superior a 22,4 milhões de euros. PSD e PS eram os mais endividados, comas suas dívidas a representarem 86,5% do endividamento total dessas cinco forças partidárias. Numa altura em que as empresas agonizam com a crise económica, PSD, PS, CDS-PP, PCP e BE devem aos fornecedores mais de 8,3 milhões de euros. As contas partidárias relativas a 2012, que foram apresentadas à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) até ao final de maio, deixam claro que os partidos políticos estão longe de apresentar uma situação financeira equilibrada. E, tal como o Estado, apresentam um nível de endividamento elevado, em particular PSD e PS, os dois principais partidos do arco da governação. Com as eleições autárquicas deste ano, que irão realizar-se entre o final de setembro e meados de outubro, tudo indica que o endividamento dos partidos políticos tenderá a agravar-se, por força das despesas com a campanha eleitoral. O PSD, apesar de ter reduzido o passivo total em12,8%,tem ainda uma dívida superior a 10,8 milhões de euros. E o PS foi mesmo a única força partidária a aumentar a dívida: em 2012, devido ao acréscimo de 7,6% no endividamento, o PS passou a ter uma dívida total demais de 8,5 milhões de euros. (fonte CM)
Os cinco partidos políticos com assento na Assembleia da República tinham, no final do ano passado, uma dívida total superior a 22,4 milhões de euros. PSD e PS eram os mais endividados, comas suas dívidas a representarem 86,5% do endividamento total dessas cinco forças partidárias. Numa altura em que as empresas agonizam com a crise económica, PSD, PS, CDS-PP, PCP e BE devem aos fornecedores mais de 8,3 milhões de euros. As contas partidárias relativas a 2012, que foram apresentadas à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) até ao final de maio, deixam claro que os partidos políticos estão longe de apresentar uma situação financeira equilibrada. E, tal como o Estado, apresentam um nível de endividamento elevado, em particular PSD e PS, os dois principais partidos do arco da governação. Com as eleições autárquicas deste ano, que irão realizar-se entre o final de setembro e meados de outubro, tudo indica que o endividamento dos partidos políticos tenderá a agravar-se, por força das despesas com a campanha eleitoral. O PSD, apesar de ter reduzido o passivo total em12,8%,tem ainda uma dívida superior a 10,8 milhões de euros. E o PS foi mesmo a única força partidária a aumentar a dívida: em 2012, devido ao acréscimo de 7,6% no endividamento, o PS passou a ter uma dívida total demais de 8,5 milhões de euros. (fonte CM)
Quinta-feira, Junho 13, 2013
a Entrevista de Cavaco
«Vai mas é trabalhar! Sinto-me roubado todos os dias» disse o cidadão na direcção de Cavaco. Preso e levado a Tribunal (pode acontecer com qualquer cidadão honesto) foi condenado a pagar 1300 euros de multa (pagos com dinheiro ganho a trabalhar). A adenda acrescentada pelos agentes à paisana da comitiva de que o homem teria julgado Cavaco pelas aparências invectivando-o de "chulo e malandro", é um bónus concedido a titulo gracioso.
"Chulos e Malandros"? - Francisco Assis, eminência parda do partido dito socialista, num rasgado elogio a Cavaco Silva que intitula "A crise e o salto considerável das últimas décadas" (hoje no Público, s/ link) reconduz o povo ignaro à sua condição de imbecilidade crónica: "Anda por aí à solta um Portugal salazarento, velhaco e mesquinho empenhado em apregoar o falhanço histórico da época democrática"
Comentário por Garcia Pereira. E ainda, a politica de Transportes.
"Chulos e Malandros"? - Francisco Assis, eminência parda do partido dito socialista, num rasgado elogio a Cavaco Silva que intitula "A crise e o salto considerável das últimas décadas" (hoje no Público, s/ link) reconduz o povo ignaro à sua condição de imbecilidade crónica: "Anda por aí à solta um Portugal salazarento, velhaco e mesquinho empenhado em apregoar o falhanço histórico da época democrática"
Comentário por Garcia Pereira. E ainda, a politica de Transportes.
Quarta-feira, Junho 12, 2013
"Não tenho medo dos portugueses..."
pero que los hay hay...
10 de Junho. Polícia espanhola garantiu segurança de Passos e Cavaco em Elvas onde os dois bonzos que ocupam lugares na desgovernação ouviram vaias... porque será?
O sequestro do lugar de Presidente põe em causa o regular funcionamento das instituições
Alguém confeccionou uma lista exaustiva dos Coveiros de Portugal, mas esqueceu-se de mencionar os nomes de Francisco Pinto Balsemão e António Ramalho Eanes...
“Aquilo que poderia ser feito por um individuo ou por um grupo, e que não foi feito, representa um “custo-oportunidade” – ou seja, um ganho falhado ou uma perda daquela pessoa particular ou daquele grupo especial. A moral da fábula é que cada um de nós tem uma espécie de conta corrente com cada um dos outros. De qualquer acção ou ausência de acção, cada um de nós obtém um ganho ou sofre uma perda e, ao mesmo tempo, determina um ganho ou uma perda para qualquer outro. Os ganhos e as perdas podem ser convenientemente ilustrados por um gráfico; e a figura 1 mostra o gráfico-base utilizável com esta finalidade.
Este gráfico refere-se a um individuo que designaremos por Fulano. O eixo dos X mostra o ganho que cada pessoa (ou um grupo de pessoas) alcança em consequência da acção de Fulano. O ganho pode ser positivo, nulo ou negativo: um ganho negativo equivale a uma perda. O eixo dos X mede os ganhos positivos de Fulano à direita do ponto 0, ao passo que as perdas de Fulano são indicadas à esquerda do ponto 0. O eixo Y, respectivamente por cima e por baixo do ponto 0, mede os ganhos e as perdas da pessoa (ou do grupo de pessoas) com quem Fulano se relaciona. Para tornar as coisas claras, consideremos um exemplo hipotético tendo por base a figura 1. Fulano realiza uma acção que envolve Sicrano: se por essa acção Fulano obtém um ganho e Sicrano sofre uma perda, a acção será registada no gráfico com um sinal que aparecerá num ponto qualquer da área B.Os ganhos e as perdas podem ser inseridos no eixo dos X e dos Y em euros, dólares ou libras esterlinas, como preferirmos, mas devem também ser incluídas as recompensas e satisfações psicológicas e emotivas e os desgastes psicológicos e emotivos. Estes são bens (ou males) imateriais e, por isso, muito difíceis de avaliar com parâmetros objectivos. As análises do tipo custo-beneficio podem ajudar a resolver o problema, embora não completamente, mas por esta altura ão se deve maçar mais os leitores com pormenores técnicos: uma margem de imprecisão pode afectar a medição, mas não a essência do argumento. Contudo, há um ponto que deve ficar claro: ao considerarmos a acção de Fulano e ao valorizarmos os benefícios ou as perdas que dela decorrem para ele, devemos ter em conta o sistema de valores de Fulano; mas, para determinarmos os ganhos ou as perdas de Sicrano, é absolutamente indispensável levar em conta o sistema de valores de Sicrano e não o de Fulano. Esta norma de fair-play é frequentemente ignorada, e muitos sarilhos resultam do facto de não ser respeitado este principio cívico de comportamento. Recorramos mais uma vez a um exemplo banal: Fulano dá uma pancada na cabeça de Sicrano, e obtém satisfação por isso; Fulano pode, quiçá, afirmar que Sicrano está feliz por ter levado uma pancada na cabeça. Mas é altamente provável que Sicrano não seja da mesma opinião, podendo muito bem considerar que a pancada que recebeu foi um incidente desagradabilíssimo. Se a pancada na cabeça de Sicrano foi um ganho ou uma perda para ele, só a ele compete decidir”
(As Leis Fundamentais da Estupidez Humana, Capítulo Técnico. Carlo M. Cipolla, edições Texto-Grafia, 2008)
Terça-feira, Junho 11, 2013
Breve História da Internet
Muitos norte-americanos ainda pensam que foi Al Gore (o alegado salvador do mundo naive) quem inventou a Internet… mas não foi… A Internet resultou do pensamento visionário de um grupo de norte-americanos no início dos anos 1960, que viram grande potencial em permitir que computadores compartilhassem informações sobre investigação e desenvolvimento no ramo militar e depois no da ciência. J.C.R. Licklider, do MIT, propôs pela primeira vez uma ligação de computadores em rede no ano de 1962 tendo sido de imediato contratado para o Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA). Leonard Kleinrock, do MIT, e mais tarde a UCLA desenvolveram a teoria da comutação de ficheiros, que serve de base para as conexões de Internet. Lawrence Roberts, do MIT, conectou um computador do Massachusetts com um computador da Califórnia em 1965 através de linhas de telefone. A Internet, então conhecida como ARPANET, foi colocada em rede em 1969, sob uma licença contratual da “Advanced Research Projects Agency renomeada (ARPA), que inicialmente tinha conectado quatro computadores em grandes universidades do sudoeste dos EUA (UCLA, Stanford Research Institute, UCSB, e a Universidade de Utah).
Quando o falecido senador Ted Kennedy teve conhecimento em 1968 que a empresa BBN, pioneira no Massachusetts tinha vencido o contrato para desenvolver o sistema “ARPA” para um "processador de mensagens de interface (IMP)", Ted enviou um telegrama de felicitações ao BBN “pelo seu espírito ecuménico na conquista do novo processador de mensagens inter-religiosas entre crentes em Deus”
De acordo com uma transcrição da CNN duma entrevista com Wolf Blitzer, no habitual estilo tramposo que se desinforma os seus concidadãos, Al Gore disse então que "durante o meu serviço no Congresso dos Estados Unidos, tomei a iniciativa de criar a Internet." (sic). Ora Al Gore ainda não estava no Congresso em 1969, quando começou a ARPANET ou em 1974, quando o termo Internet veio pela primeira vez a público. Gore foi eleito para o Congresso em 1976. Com a maior das ingenuidades Bob Kahn e Vint Cerf vieram reconhecer num estudo intitulado “Al Gore e a Internet” que Gore provavelmente já fez mais do que qualquer outro funcionário eleito para apoiar o crescimento e desenvolvimento da Internet a partir da década de 1970 até ao presente.
o E-mail foi adaptado para a ARPANET por Ray Tomlinson da BBN em 1972. Frederick G. Kilgour do Ohio Library Center (OCLC, Inc.), criou a primeira rede de bibliotecas. Em meados de 1970 consórcios regionais da Nova Inglaterra, dos Estados do Sudoeste e da costa Atlântica juntaram-se ao Ohio para formar uma rede nacional, que logo depois se converteria em internacional. A Ethernet, um protocolo para muitas redes locais, surgiu em 1974, como consequência da dissertação do estudante de Harvard Bob Metcalfe sobre “Ficheiros em Rede”. A dissertação foi inicialmente rejeitada pela Universidade por não ser suficientemente analítica, sendo aceite mais tarde quando foram acrescentadas mais algumas equações. O sistema foi adoptado pelo Departamento de Defesa dos EUA em 1980 substituindo o anterior Network Control Protocol (NCP) e, nesse âmbito, adoptado globalmente em 1983. A BITNET (Because It’s Time Network) conectou mainframes da IBM ligando a comunidade educacional em todo o mundo oferecendo serviços de correio a partir de finais da década de 80. Então, usando os primeiros navegadores cada página demorava 20 minutos a carregar. Em 1986, a National Science Foundation estabeleceu regras governamentais para o uso não comercial de investigação.
O uso da Internet e o uso das redes foi contudo aberto para muitos funcionários em universidades, departamentos de investigação e de engenharia, para além das bibliotecas - para se comunicar com colegas de todo o mundo e compartilhar arquivos e recursos. Até aqui, como a Internet foi inicialmente financiada pelo governo norte americano, ela foi originalmente limitada à investigação, educação e usos governamentais com prioridade aos militares. Os usos comerciais foram proibidos a menos que atendessem directamente esses objectivos. Esta política continuou até o início dos anos 90. A Delphi foi o primeiro serviço comercial on-line nos EUA a oferecer acesso de Internet aos seus assinantes.Por volta de 1989, Brewster Kahle, então na Thinking Machines Corp. desenvolveu a Wide Area Information Server (WAIS), que indexaria o texto completo de arquivos num banco de dados e permitiria a sua pesquisa desses arquivos. Houve várias versões com diferentes graus de complexidade e capacidade de desenvolvimento, mas a mais simples delas foi disponibilizada a todos através das redes. No seu auge, a Thinking Machines manteve servidores para mais de 600 bases de dados ao redor do mundo. Tim Berners-Lee e outros investigadores do Laboratório Europeu de Física de Partículas, popularmente conhecido como CERN, propôs um novo protocolo para a distribuição de informações. Este protocolo, que se tornou a World Wide Web em 1991, foi baseado no hipertexto - um sistema de incorporação de links no texto para vincular a outro texto, que nós usamos hoje de cada vez que clicamos num link de texto ao ler estas páginas. Michael Dertouzos do Laboratório do MIT para Ciências da Computação convenceu Tim Berners-Lee e outros para formar o Consórcio World Wide Web (W3C) em 1994 para promover e desenvolver padrões unificados para a Web. A entrada da Microsoft em larga escala com o browser, servidor e mercado de Internet Service Provider completou a grande mudança para uma Internet mais comercial. O lançamento do Windows 98, em junho de 1998 com o navegador da Microsoft bem integrado na área de trabalho catapultou Bill Gates para a capitalização financeira sobre o enorme crescimento da Internet.
Como a Internet se tornou onipresente, mais rápida, e cada vez mais acessível a não-técnicos, comunidades, redes sociais e serviços de colaboração, as redes têm crescido rapidamente, permitindo que as pessoas se comuniquem e compartilhem interesses das maneiras mais diversas. Sites como o Facebook, Twitter, Linked-In, YouTube, Flickr, Second Life, Delicious, Blogs, Wikis, e muitos mais permitem que as pessoas de todas as idades rapidamente compartilhem os seus interesses do momento com outros em qualquer lugar. A actual área de crescimento é o enorme aumento no sentido do acesso universal sem fios (wireless) onde quase todos os lugares ficam gratuitamente acessíveis à internet, desde estabelecimentos comerciais, hotéis, transportes e aeroportos a lugares de lazer geridos pelos serviços municipais. Se, como disse Heráclito no século 4 a.n.e. “Nada é permanente, excepto a mudança!” e se é isto que se passa na chamada sociedade civil, como terá evoluído a Internet e quais os fins a que se destina no uso dado pelas Instituições Militares e de Segurança com as dos Estados Unidos à cabeça?
Nas gigantescas instalações da "National Security Agency em Fort Meade no Estado de Maryland dezenas de milhare de pessoas trabalham recolhendo, colectando e armazenando dados confidenciais por meios ecnológicos de espionagem electrónica sobre milhões e milhões de pessoas.
Segunda-feira, Junho 10, 2013
Sansão, a célebre figura da mitologia biblica judaico-Sionista, converteu-se em realidade...
A "Opção Sansão" é o nome que alguns analistas militares deram à estratégia de dissuasão de Israel, prevendo a retaliação maciça com armas nucleares como "último recurso" contra nações cujos hipotéticos ataques militares ameacem a existência do Estado Sionista.
Como habitualmente, o fornecedor intermediário da tecnologia é a Dalila alemã, a habitual correia de transmissão do imperialismo anglo-americano para a Europa e Médio Oriente.
A concepção original do termo “Opção Sansão” foi pensada somente como uma intimidação, de acordo com o que afirmou o jornalista norte americano Seymour Hersh e o historiador israelita Avner Cohen. Segundo o livro publicado em 1991, líderes israelitas como David Ben-Gurion, Shimon Peres, Levi Eshkol e Moshe Dayan, cunharam a expressão em meados dos anos de 1960, numa referência ao personagem bíblico “Sansão”, que derrubou as colunas do templo e matou milhares de Filisteus usando apenas as próprias mãos.
Por volta de 1976, a Central de Inteligência Americana – CIA, já acreditava que Israel possuísse entre 10 e 20 armas nucleares. Em 1986, Mordechai Vanunu, um ex-técnico nuclear, entregou ao jornal Sunday Times de Londres, fotografias que havia tirado do interior do Centro de Pesquisa Nuclear do Negev, próximo da cidade de Dimona, no deserto do Sinai, zona ocupada por Israel durante a Guerra dos 6 Dias e seguidamente administrada por militares norte-americanos a titulo de "mediadores de paz". Depois da história de Vanunu ser publicada, agentes da Mossad sequestraram-no em Roma, onde passava férias, e levaram-no de volta a Israel. Sumariamente julgado e condenado, Vanunu cumpriu uma pena de 18 anos de prisão, 11 dos quais em solitária. Israel continuou a negar possuir armas nucleares.
Até que na semana passada um programa israelita que usa fundos financeiros oriundos dos EUA, destinados à defesa de mísseis dentro de um bunker de comando nuclear e com silos ICBM foi "acidentalmente" divulgado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Na tentativa de "colocar o génio de volta para dentro da garrafa", Israel usou os seus principais jornais e os demais que controla no Ocidente para divulgar que a notícia era falsa e imprecisa.
Quer dizer, o presidente Russo Vladimir Putin mudou completamente a situação quando o sistema de defesa S300 fornecido à Síria entrou em função operacional. A Força Aéreas de Israel é agora impotente contra a Síria, um país programado para ser "apagado nas areias do tempo" por Israel, num esquema que faz parte duma estratégia global multi-faseada contra o Irão, uma estratégia a ser coordenada com outras potências nucleares como a Índia ou o Paquistão, contra todo o sul da Ásia e a Bacia do Mar Cáspio.
ao estilo do “Bunker de Hitler”, as ICBms serão usadas pela elite Sionista de Netanyahu para armazenar ogivas nucleares, químicas e biológicas.
O sistema de mísseis Arrow 3, projectado para ser uma célula de lançamento e interceptação de mísseis de grande altitude, que é muito parecido com o projeto do sistema russo S 300 agora activo na Síria, foi financiado com base na hipótese não comprovada de que o programa nuclear do Irão tivesse não só avançado, mas que o Irão teria em breve pequenas ogivas de mísseis "transportáveis" por foguetes. Israel exigiu então o sistema como protecção contra mísseis nucleares iranianos, os quais de acordo com um novo relatório da AIEA, podem muito bem nem sequer existir. Algumas cópias vindas antecipadamente a público do relatório da AIEA, que deverá ser divulgado na segunda-feira, 10 de junho 2013, mostram que as conclusões dos serviços de informação dos Estados Unidos sempre souberam disso e há muito tempo que indicam que o Irão não tem um programa nuclear militar. O relatório cita que cada "grama" de material nuclear foi pesada e verificada e nenhuma foi transferida para programas relacionados com armas nucleares. Clinton Bastin, um ex-projectista-chefe de armas nucleares do Departamento de Energia dos EUA, comentou que as linhas de controle ao longo das fronteiras do Irão, tornam impossível que qualquer material nuclear possa ter sido "redireccionado" para o programa Iraniano de enriquecimento de urânio, e o gás de urânio a 20% nunca poderia realmente resultar num material de grau puro o bastante para ser usado em armas nucleares. Tanto os Estados Unidos como Israel, sabem perfeitamente tudo isso... mas no entanto continuam a mentir!
O artigo que divulga estes factos foi originalmente publicado no site norte americano Veterans-Today por Gordon Duff e depois reproduzido na cadeia de televisão iraniana PressTV. No entanto, em entrevista de 12 Outubro de 2012 dada ao judeu Mike Harris da República Broadcasting Network, Gordon Duff teria afirmado: "Cerca de 30% do que está no Veterans-Today é reconhecidamente falso. Cerca de 40% do que eu escrevo é pelo menos propositadamente parcialmente falso, porque se eu não escrevesse informações falsas, eu não estaria vivo." Obviamente, o que Mike Harris pôs na boca do entrevistado é falso.
Como habitualmente, o fornecedor intermediário da tecnologia é a Dalila alemã, a habitual correia de transmissão do imperialismo anglo-americano para a Europa e Médio Oriente.A concepção original do termo “Opção Sansão” foi pensada somente como uma intimidação, de acordo com o que afirmou o jornalista norte americano Seymour Hersh e o historiador israelita Avner Cohen. Segundo o livro publicado em 1991, líderes israelitas como David Ben-Gurion, Shimon Peres, Levi Eshkol e Moshe Dayan, cunharam a expressão em meados dos anos de 1960, numa referência ao personagem bíblico “Sansão”, que derrubou as colunas do templo e matou milhares de Filisteus usando apenas as próprias mãos.
Por volta de 1976, a Central de Inteligência Americana – CIA, já acreditava que Israel possuísse entre 10 e 20 armas nucleares. Em 1986, Mordechai Vanunu, um ex-técnico nuclear, entregou ao jornal Sunday Times de Londres, fotografias que havia tirado do interior do Centro de Pesquisa Nuclear do Negev, próximo da cidade de Dimona, no deserto do Sinai, zona ocupada por Israel durante a Guerra dos 6 Dias e seguidamente administrada por militares norte-americanos a titulo de "mediadores de paz". Depois da história de Vanunu ser publicada, agentes da Mossad sequestraram-no em Roma, onde passava férias, e levaram-no de volta a Israel. Sumariamente julgado e condenado, Vanunu cumpriu uma pena de 18 anos de prisão, 11 dos quais em solitária. Israel continuou a negar possuir armas nucleares.Até que na semana passada um programa israelita que usa fundos financeiros oriundos dos EUA, destinados à defesa de mísseis dentro de um bunker de comando nuclear e com silos ICBM foi "acidentalmente" divulgado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Na tentativa de "colocar o génio de volta para dentro da garrafa", Israel usou os seus principais jornais e os demais que controla no Ocidente para divulgar que a notícia era falsa e imprecisa.
Quer dizer, o presidente Russo Vladimir Putin mudou completamente a situação quando o sistema de defesa S300 fornecido à Síria entrou em função operacional. A Força Aéreas de Israel é agora impotente contra a Síria, um país programado para ser "apagado nas areias do tempo" por Israel, num esquema que faz parte duma estratégia global multi-faseada contra o Irão, uma estratégia a ser coordenada com outras potências nucleares como a Índia ou o Paquistão, contra todo o sul da Ásia e a Bacia do Mar Cáspio.
ao estilo do “Bunker de Hitler”, as ICBms serão usadas pela elite Sionista de Netanyahu para armazenar ogivas nucleares, químicas e biológicas.O sistema de mísseis Arrow 3, projectado para ser uma célula de lançamento e interceptação de mísseis de grande altitude, que é muito parecido com o projeto do sistema russo S 300 agora activo na Síria, foi financiado com base na hipótese não comprovada de que o programa nuclear do Irão tivesse não só avançado, mas que o Irão teria em breve pequenas ogivas de mísseis "transportáveis" por foguetes. Israel exigiu então o sistema como protecção contra mísseis nucleares iranianos, os quais de acordo com um novo relatório da AIEA, podem muito bem nem sequer existir. Algumas cópias vindas antecipadamente a público do relatório da AIEA, que deverá ser divulgado na segunda-feira, 10 de junho 2013, mostram que as conclusões dos serviços de informação dos Estados Unidos sempre souberam disso e há muito tempo que indicam que o Irão não tem um programa nuclear militar. O relatório cita que cada "grama" de material nuclear foi pesada e verificada e nenhuma foi transferida para programas relacionados com armas nucleares. Clinton Bastin, um ex-projectista-chefe de armas nucleares do Departamento de Energia dos EUA, comentou que as linhas de controle ao longo das fronteiras do Irão, tornam impossível que qualquer material nuclear possa ter sido "redireccionado" para o programa Iraniano de enriquecimento de urânio, e o gás de urânio a 20% nunca poderia realmente resultar num material de grau puro o bastante para ser usado em armas nucleares. Tanto os Estados Unidos como Israel, sabem perfeitamente tudo isso... mas no entanto continuam a mentir!
O artigo que divulga estes factos foi originalmente publicado no site norte americano Veterans-Today por Gordon Duff e depois reproduzido na cadeia de televisão iraniana PressTV. No entanto, em entrevista de 12 Outubro de 2012 dada ao judeu Mike Harris da República Broadcasting Network, Gordon Duff teria afirmado: "Cerca de 30% do que está no Veterans-Today é reconhecidamente falso. Cerca de 40% do que eu escrevo é pelo menos propositadamente parcialmente falso, porque se eu não escrevesse informações falsas, eu não estaria vivo." Obviamente, o que Mike Harris pôs na boca do entrevistado é falso.
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Domingo, Junho 09, 2013
dos cretinóides do Expresso
enquanto os seus patrões andam por onde se resolve o que é importante (1), o que vai sendo deixado para ler aos pacóvios é este tipo de coisinhas escrevinhadas por estes coisos:
(1) Um dos principais tópicos do Bilderberg deste ano é a redução da população mundial - o que necessita ser levado a cabo pelo controlo de todo o sistema de alimentação de modo a evitar a destruição da economia global. Outros temas são: o que fazer com o Irão?; apontar obectivos para a China e Rússia; as guerras do futuro deverão cada vez mais ser travadas através das tecnologias. (fonte RT, Daniel Estulin)
(para ler clique no recorte para ampliar)
(1) Um dos principais tópicos do Bilderberg deste ano é a redução da população mundial - o que necessita ser levado a cabo pelo controlo de todo o sistema de alimentação de modo a evitar a destruição da economia global. Outros temas são: o que fazer com o Irão?; apontar obectivos para a China e Rússia; as guerras do futuro deverão cada vez mais ser travadas através das tecnologias. (fonte RT, Daniel Estulin)
Sábado, Junho 08, 2013
Quer saber para onde vai o Subsídio de Férias e de Natal que lhe roubam e uma boa parte dos seus impostos?
Este simpático, feliz e famoso casal, por exemplo, tem duas Fundações, o que significa que as suas actividades (já deram 3 vezes a volta ao mundo) estão isentas do pagamento de impostos (benefícios fiscais de 269 mil euros) e, ainda por cima, Don Mario recebeu do generoso povo português para a sua Fundação Mario Soares e para a sua consorte "Pró Dignitat" (uns parcos 495 mil euros) através de vários subsídios concedidos pelo ainda mais benemérito governo, um total de mais de 1,2 milhões de euros! e ainda dispõe de dois prédios propriedade da Câmara Municipal de Lisboa cedidos a titulo gracioso. Estas duas gotas de água, somadas às das outras Fundações não extintas, retiraram dos bolsos do bom povo português 1034 milhões de euros em três anos.
Sexta-feira, Junho 07, 2013
"isto é deveras engraçado até que alguém se magoa; depois disso torna-se hilariante"
O presidente de Angola, no cargo há 34 anos consecutivos, foi entrevistado pela SIC. E ninguém mais adequado para proceder ao "trabalhinho" que o repórter judeu-sionista Henrique Cymerman. A encenação foi tão divertida que logo mais ou menos ao principio do tempo de antena os dois, entrevistador e entrevistado, se descoseram a rir a bandeiras despregadas. Não era caso para menos. José Eduardo dos Santos durante a guerra civil perseguiu e assassinou todas as figuras da oposição com a ajuda de meios tecnológicos militares fornecidos por Israel com intermediação do grupo financeiro português BES através da subsidiária Escom, ajuda que incluiu o serviço in loco de pilotos israelitas ao serviço da aviação "angolana".O dr. Durão Barroso, então Ministro dos Negócios Estrangeiros, se um dia fosse obrigado a explicar como foi, teria decerto um enorme conhecimento de causa para o fazer com a sua inegável competência e estatura moral.Entretanto, enquanto tal não acontece, fica a deixa de José Eduardo dos Santos:
as "relações com Israel são excelentes porque nos concertamos sobre questões essenciais" - como diria o humorista que nestas coisas não tinha piada nenhuma, "mais tarde ou cedo todos pagamos a epopeia de estarmos vivos com a morte; então, tudo o que se passa nesse periodo intermédio deveria poder acontecer de forma livre".Mas para muitos milhares de angolanos, antes pela violência da imposição da ditadura, agora pela miséria endémica, passou-se e passa-se directamente ao estádio de morte sem qualquer espaço intermédio nem qualquer possibilidade de escolha.
Quinta-feira, Junho 06, 2013
O Exército israelita anunciou no domingo que instaurou um processo disciplinar a um grupo de mulheres-soldados que postaram fotos sensuais no Facebook, informa o jornal britânico Daily Mail. Não se sabe o que mais incomodou os generais, se a insuficiência do fardamento ou a exuberância do armamento.
O Exército Israelita (IDF) está a elaborar uma directriz oficial que define o comportamento aceitável em redes sociais para os membros de unidades altamente classificadas. Outras unidades sensíveis serão proibidas de identificar-se como soldados, ou fazer upload de fotos onde se mostrem de uniforme, realtou o jornal Haaretz. Um oficial de alta patente daa Direcção de Operações disse que nações inimigas obtêm muitas das suas informações sobre o IDF das redes sociais. Os militares descobriram recentemente perfis do Facebook falsos feitos em nome de alguns comandantes de alto escalão. O IDF (1) é ele próprio activo nas redes de Media sociais, e o mais vulgar dos militares tem usado o Twitter para difundir contra-informação em escaramuças virtuais contra os combatentes do Hamas, o movimento que representa de facto a sempre adiada nação da Palestina
(1) Sem dúvida é deveras intrigante que Israel, assinalado como possuidor de 80 ogivas nucleares, chame às suas forças armadas "Forças de Defesa de Israel" quando outra coisa não fazem senão atacar e cometer crimes sobre populações indefesas
(via Carlos Esperança)
Os homens que ficam em casa a tratar das tarefas domésticas melhoram a harmonia conjugal
e podem ter uma vida sexual mais satisfatória, revela um estudo norte-americano
Os homens que ficam em casa a tratar das tarefas domésticas melhoram a harmonia conjugal
e podem ter uma vida sexual mais satisfatória, revela um estudo norte-americano
O Exército Israelita (IDF) está a elaborar uma directriz oficial que define o comportamento aceitável em redes sociais para os membros de unidades altamente classificadas. Outras unidades sensíveis serão proibidas de identificar-se como soldados, ou fazer upload de fotos onde se mostrem de uniforme, realtou o jornal Haaretz. Um oficial de alta patente daa Direcção de Operações disse que nações inimigas obtêm muitas das suas informações sobre o IDF das redes sociais. Os militares descobriram recentemente perfis do Facebook falsos feitos em nome de alguns comandantes de alto escalão. O IDF (1) é ele próprio activo nas redes de Media sociais, e o mais vulgar dos militares tem usado o Twitter para difundir contra-informação em escaramuças virtuais contra os combatentes do Hamas, o movimento que representa de facto a sempre adiada nação da Palestina
(1) Sem dúvida é deveras intrigante que Israel, assinalado como possuidor de 80 ogivas nucleares, chame às suas forças armadas "Forças de Defesa de Israel" quando outra coisa não fazem senão atacar e cometer crimes sobre populações indefesas
Quarta-feira, Junho 05, 2013
A trajectória de 60 anos do Grupo Bilderberg
Alguns comentadores dos nossos Media tentam minimizar a importância histórica do Bilderberg, sugerindo existir uma confabulação anual de um corpo conservador que estuda os actuais acontecimentos, porém nunca tentando dirigi-los. O próprio "socialista" Tozé Seguro assume publicamente que vai ali como a tantos outros lados, resguardando-se porém de assumir as ordens que vai receber nem sobre o que vai ser industriado. Estudando os poucos relatos que conseguiram driblar o secretismo em torno do grupo no decorrer das últimas décadas, podemos ver que tanto a União Europeia como a Moeda Única europeia foram alimentados e guiados pelas garras de longo alcance de Bilderberg. Por exemplo, na transcrição que extravasou da reunião Bilderberg em 1955 (presidida pelo príncipe Bernhard dos Países Baixos), os participantes falaram da "urgente necessidade de trazer o povo alemão, juntamente com os outros povos da Europa, para um mercado comum", sendo desejo expresso a "chegar no menor tempo possível, ao mais alto grau de integração, o inicio de um mercado comum europeu".
Em Março de 2009 o Visconde Etienne de Davignon, ex-presidente do Bilderberg, actualmente simples participante, gabou-se ao jornal on-line EU Observer que a criação do Euro foi patrocinada pelo Grupo Bilderberg na década de 1990:
"A reunião em Junho na Europa do Bilderberg Group - um clube informal de líderes políticos, empresários e pensadores presididos pelo Sr. Davignon, poderia também melhorar a compreensão sobre a acção futura, da mesma forma que ajudou a criar o Euro em 1990” , disse ele. Sabemos claramente que o processo na direcção da Moeda Única europeia, bem como a "voz" única europeia tem sido a de fazer muito mais do que isso, tendo sido sempre um processo desenvolvido em grande parte sob a cobertura de reuniões secretas. Em 1970, o mesmo Etienne Davignon, publicou um relatório em que os ministros dos Negócios Estrangeiros dos seis países europeus se comprometeram a promover a agenda europeia através de encontros na sua maioria informais. Além disso, o relatório a que os ministros dos Negócios Estrangeiros de todos os principais países europeus prometeram lealdade, admite que a maior integração das nações deve seguir um caminho gradual cuidadosamente pré-planeado em "estádios sucessivos".
O relatório, em homenagem ao próprio Visconde, foi publicado no Boletim das Comunidades Europeias, em Novembro de 1970 com detalhes de como o poder das elites europeias nessa reuniões de carácter privado planearam a integração europeia, assim afirma o Relatório Davignon. A citação na íntegra é esta: "(...) A implementação das políticas comuns sendo introduzidas ou já em vigor exigem desenvolvimentos correspondentes na esfera propriamente política, de modo a trazer para mais próximo o dia em que a Europa possa falar a uma só voz. Daí a importância de a Europa ser construído por sucessivos estádios de desenvolvimento gradual com métodos e instrumentos mais apurados para permitir uma política comum de acção".
O carácter informal e privado das reuniões significa que os membros poderão deliberar fora do alcance dos jornalistas, permitindo-lhes compartilhar pensamentos sem alguém a correr para as redacções com um irritante notícia gravada do que foi dito. Numa tentativa de minimizar a importância das definições politicas do Bilderberg, Davignon disse à BBC em 2005: "É inevitável mas isso não importa. Haverá sempre pessoas que acreditam em conspirações, mas as coisas acontecem de uma forma muito mais incoerente" – mas de facto o que não é dito no relatório Davignon sobre os seus co-conspiradores é que o que é esboçado em todas essas reuniões informais não tem nada "incoerente" – em estudos académicos levados a cabo nos Estados Unidos o imperialismo assume que a União Europeia é considerada uma entidade empresarial que actua no ramo da politica
"As acções do comissário para a Indústria na Comissão Thorn, Etienne Davignon, foram precursoras das estratégias seguidas pelas Comissões Delors. Jacques Delors apresentou o programa do Mercado Único como uma resposta a uma situação internacional que reduzia deliberadamente a competitividade da economia europeia… e a 7 de Setembro de 1992, Jacques Delors, (que ainda hoje com 87 anos anda por aqui) então com dois mandatos cumpridos na Comissão Europeia, fez um discurso intitulado “A Comunidade Europeia e a Nova Ordem Mundial”. Invocando a famosa New World Order pela voz de George HW Bush, em 1990, Delors levou o seu significado um passo adiante, falando de "governo mundial", "transferência de soberania" e um "mercado único em todo o mundo". Esse discurso foi proferido no “Royal Institute of International Affairs”. (continua)
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Terça-feira, Junho 04, 2013
Paulo Portas em boa companhia
Pinto Balsemão leva Paulo Portas e António José Seguro (1) à reunião anual do Grupo Bilderberg (Watford 9-6 Junho - ver lista de participantes completa)
O único ano em que o Bilderberg não reuniu foi em 1976, quando um dos seus fundadores, o Principe Bernardo da Holanda, se viu envolvido no escândalo de suborno ao receber luvas da Lockheed Martin.
O único ano em que o Bilderberg não reuniu foi em 1976, quando um dos seus fundadores, o Principe Bernardo da Holanda, se viu envolvido no escândalo de suborno ao receber luvas da Lockheed Martin.
Segundo este relatório caçado e divulgado em 2008 a organização do Bilderberg em Inglaterra é feita por uma ONG que se dedica a "obras de caridade" sendo os seus principais dadores o Banco Goldman Sachs e a multinacional British Petroleum. A gestão dos fundos é feita por Kenneth Clarke e Martin Taylor através do Barclays Bank. Por coincidência, este ano estará também presente Marcus Agius, ex-administrador do Barclays que foi afastado na sequência do escândalo de corrupção relacionado com a manipulação fraudulenta
das Taxas Libor
(1) Senta-te aqui ó António, a meu lado nesta cadeirinha nova
Segunda-feira, Junho 03, 2013
Camarate
Audição do jornalista Frederico Duarte Carvalho, autor do livro "Sá Carneiro e as Armas para o Irão", na Assembleia da República, durante os trabalhos da Xª Comissão Parlamentar de Inquérito de Camarate, a 20 de Março de 2013. O jornalista explicou como a morte do primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro e ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa, na queda do avião Cessna, a 4 de Dezembro de 1980, se enquadrava nos acontecimentos políticos da época, nomeadamente no tráfico de armas ilegais para o Irão decorrente da crise dos reféns norte-americanos, conhecida nos EUA como a "October Surprise" de 1980.
São 3 horas e meia de declarações que valem muito a pena ser ouvidas, uma vez que são tabus na imprensa e nos meios de comunicação social
São 3 horas e meia de declarações que valem muito a pena ser ouvidas, uma vez que são tabus na imprensa e nos meios de comunicação social
Domingo, Junho 02, 2013
"a Conferência Libertar Portugal da Austeridade"
deve ser um primeiro passo para unir todos os que amam verdadeiramente o seu país e queiram construir uma saída com base em princípios e num programa mínimo":
1. Derrubar o governo de traição nacional Coelho/Portas/Cavaco;
2. Expulsar a tróica germano-imperialista de Portugal;
3. Suspender de imediato o pagamento de uma dívida ilegítima, ilegal e odiosa, que não foi contraída pelo povo, nem o povo dela retirou qualquer benefício;
4. Preparar a saída de Portugal da União Europeia e do Euro, visto ser absolutamente claro que a adesão àquele espaço e ao instrumento monetário que mais convém ao imperialismo germânico – o Euro, que mais não é do que o marco travestido -, tem tornado o nosso país uma sub-colónia daquele e o povo português o cordeiro a sacrificar no altar da renda capitalista que são os juros cobrados.
A união à Esquerda é sem dúvida "um primeiro passo", uma porta que se abre. Mas será a mais importante para voltar a engolir de novo o sapo Mário Soares? que estranho designio preside à actividade desta criatura ao afirmar durante o seu discurso que Francisco Sá Carneiro era um verdadeiro social democrata, logo portanto um "homem de esquerda"?
Feira do Livro, 1 de Junho. A obra "Camarate, Sá Carneiro e as armas para o Irão", do jornalista Frederico Duarte Carvalho, lança pistas sobre as ligações entre a tragédia de Camarate e o negócio de tráfico de armas para o Irão que nunca foi investigado.
Numa altura em que decorre na Assembleia da República a 10ª Comissão Parlamentar de Inquérito ao Atentado de Camarate com a maioria das sessões a decorrer à porta fechada (a verdade ainda incomoda) o jornalista coloca questões devidamente fundamentadas e procura respostas do que haveriam de ser as autoridades legitimas do país sobre esta questão que é fulcral para a autodenominada "democracia portuguesa"
Na ausência de respostas, restam conclusões. Não, Sá Carneiro não era um "homem de esquerda", era um homem de direita, mas sem dúvida um patriota que pensou na sequência de uma desejada inversão dos ventos de Abril poder administrar um país soberano. Como o dr Mário Soares muito bem sabe, uma vez que foi o principal responsável pela concessão do país aos interesses norte americanos (ou não esteja aqui ainda bem presente os seus amistosos negócios com o embaixador Frank Carlucci, promovido imediatamente a nº 2 da CIA) a intenção de Sá Carneiro mandar investigar o Fundo Financeiro Militar do Ultramar (que geria o tráfico de armas para o Irão numa altura em estava decretado um embargo internacional e havia reféns em Teerão a ser negociados secretamente pelos Republicanos nos EUA com vista à não reeleição de Jimmy Carter) foi a principal causa que determinou o assassinato do então 1º Ministro português.
Como num filme ainda não realizado, mais de três décadas depois, quando Portugal é "governado" por um gang de psicopatas com raizes no paradigma global neoliberal, o encadeamento dos factos mostra claramente uma história cujos pormenores merecerão sem dúvida um dia ser finalmente desvendados.
Nas vésperas do comicio de encerramento da campanha eleitoral, no fatídico dia 4 de Dezembro de 1980 o avião Cessna contratado pelo ministro-adjunto Francisco Pinto Balsemão para transportar Sá Carneiro ao Porto é alvo de uma bomba incendiária, tendo todos os ocupantes morrido na sua queda, com especial destaque para o ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa que tinha em mãos o processo de investigação do Fundo Militar do Ultramar. Este Fundo com implicações no tráfico de armas relacionadas com o escândalo Irangate que envolveu Oliver North nos EUA é, naturalmente, administrado pelo comandante em chefe das Forças Armadas general Ramalho Eanes, então presidente da República que seria reeleito dois dias depois. Cavaco Silva, então o jovem ministro das Finanças de Sá Carneiro, acabaria posteriormente por se demitir alegando incompatibilidades insanáveis com o depois 1º Ministro Pinto Balsemão (a partir de então homem forte do grupo Bilderberg), para alguns anos mais tarde voltar tomando posse do partido social democrata, função que valeu a Cavaco vir a ser amigo pessoal de George Herbert Bush (Sénior) e convidado de honra para o seu rancho particular no Texas, honra concedida a bem poucos. Ramalho Eanes viria por duas vezes a ser mandatário da campanha de Cavaco Silva à presidência da República (a primeira vez com visita de aconselhamento prévio de Henry Kissinger) e a presença no acto de posse em 2006 de George Herbert Bush (precisamente o ex-nº 1 da CIA e vice-presidente na Administração Reagan eleita na sequência do escândalo Irangate (os reféns seriam libertados no dia de tomada de posse de Reagan - a 20 de Janeiro de 1981 menos de um mês depois do atentado de Camarate).
Como se diz na badana do livro: "Não se pode compreender Camarate (e o paradigma que reduziu o país e o povo português à condição de criados de resort de férias para a burguesia transnacional) se não se souber que Portugal era um país importante do ponto de vista geoestratégico, onde a Base das Lajes, nos Açores, desempenhava um papel essencial para o equilíbrio militar entre os EUA, a União Soviética e o Médio Oriente. Foi necessário recordar e perceber quem eram os personagens desta história nacional e internacional. De onde surgiram algumas figuras políticas, militares ou simples civis que se encontraram todos reunidos à volta de um interesse comum no dia 4 de Dezembro de 1980. Quais as suas motivações. Uns moviam-se por ideais, outros pela ganância financeira ou glória pessoal. E uns poucos tentavam simplesmente sobreviver num mundo em constante mudança".
1. Derrubar o governo de traição nacional Coelho/Portas/Cavaco;
2. Expulsar a tróica germano-imperialista de Portugal;
3. Suspender de imediato o pagamento de uma dívida ilegítima, ilegal e odiosa, que não foi contraída pelo povo, nem o povo dela retirou qualquer benefício;
4. Preparar a saída de Portugal da União Europeia e do Euro, visto ser absolutamente claro que a adesão àquele espaço e ao instrumento monetário que mais convém ao imperialismo germânico – o Euro, que mais não é do que o marco travestido -, tem tornado o nosso país uma sub-colónia daquele e o povo português o cordeiro a sacrificar no altar da renda capitalista que são os juros cobrados.
A união à Esquerda é sem dúvida "um primeiro passo", uma porta que se abre. Mas será a mais importante para voltar a engolir de novo o sapo Mário Soares? que estranho designio preside à actividade desta criatura ao afirmar durante o seu discurso que Francisco Sá Carneiro era um verdadeiro social democrata, logo portanto um "homem de esquerda"?
Feira do Livro, 1 de Junho. A obra "Camarate, Sá Carneiro e as armas para o Irão", do jornalista Frederico Duarte Carvalho, lança pistas sobre as ligações entre a tragédia de Camarate e o negócio de tráfico de armas para o Irão que nunca foi investigado.Numa altura em que decorre na Assembleia da República a 10ª Comissão Parlamentar de Inquérito ao Atentado de Camarate com a maioria das sessões a decorrer à porta fechada (a verdade ainda incomoda) o jornalista coloca questões devidamente fundamentadas e procura respostas do que haveriam de ser as autoridades legitimas do país sobre esta questão que é fulcral para a autodenominada "democracia portuguesa"
Na ausência de respostas, restam conclusões. Não, Sá Carneiro não era um "homem de esquerda", era um homem de direita, mas sem dúvida um patriota que pensou na sequência de uma desejada inversão dos ventos de Abril poder administrar um país soberano. Como o dr Mário Soares muito bem sabe, uma vez que foi o principal responsável pela concessão do país aos interesses norte americanos (ou não esteja aqui ainda bem presente os seus amistosos negócios com o embaixador Frank Carlucci, promovido imediatamente a nº 2 da CIA) a intenção de Sá Carneiro mandar investigar o Fundo Financeiro Militar do Ultramar (que geria o tráfico de armas para o Irão numa altura em estava decretado um embargo internacional e havia reféns em Teerão a ser negociados secretamente pelos Republicanos nos EUA com vista à não reeleição de Jimmy Carter) foi a principal causa que determinou o assassinato do então 1º Ministro português.
a investigação foi sempre prejudicada devido à
monopolização do assunto pela extrema direita,
com a conivência tácita do P"S" de Mário Soares
Nas vésperas do comicio de encerramento da campanha eleitoral, no fatídico dia 4 de Dezembro de 1980 o avião Cessna contratado pelo ministro-adjunto Francisco Pinto Balsemão para transportar Sá Carneiro ao Porto é alvo de uma bomba incendiária, tendo todos os ocupantes morrido na sua queda, com especial destaque para o ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa que tinha em mãos o processo de investigação do Fundo Militar do Ultramar. Este Fundo com implicações no tráfico de armas relacionadas com o escândalo Irangate que envolveu Oliver North nos EUA é, naturalmente, administrado pelo comandante em chefe das Forças Armadas general Ramalho Eanes, então presidente da República que seria reeleito dois dias depois. Cavaco Silva, então o jovem ministro das Finanças de Sá Carneiro, acabaria posteriormente por se demitir alegando incompatibilidades insanáveis com o depois 1º Ministro Pinto Balsemão (a partir de então homem forte do grupo Bilderberg), para alguns anos mais tarde voltar tomando posse do partido social democrata, função que valeu a Cavaco vir a ser amigo pessoal de George Herbert Bush (Sénior) e convidado de honra para o seu rancho particular no Texas, honra concedida a bem poucos. Ramalho Eanes viria por duas vezes a ser mandatário da campanha de Cavaco Silva à presidência da República (a primeira vez com visita de aconselhamento prévio de Henry Kissinger) e a presença no acto de posse em 2006 de George Herbert Bush (precisamente o ex-nº 1 da CIA e vice-presidente na Administração Reagan eleita na sequência do escândalo Irangate (os reféns seriam libertados no dia de tomada de posse de Reagan - a 20 de Janeiro de 1981 menos de um mês depois do atentado de Camarate).
Como se diz na badana do livro: "Não se pode compreender Camarate (e o paradigma que reduziu o país e o povo português à condição de criados de resort de férias para a burguesia transnacional) se não se souber que Portugal era um país importante do ponto de vista geoestratégico, onde a Base das Lajes, nos Açores, desempenhava um papel essencial para o equilíbrio militar entre os EUA, a União Soviética e o Médio Oriente. Foi necessário recordar e perceber quem eram os personagens desta história nacional e internacional. De onde surgiram algumas figuras políticas, militares ou simples civis que se encontraram todos reunidos à volta de um interesse comum no dia 4 de Dezembro de 1980. Quais as suas motivações. Uns moviam-se por ideais, outros pela ganância financeira ou glória pessoal. E uns poucos tentavam simplesmente sobreviver num mundo em constante mudança".
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Sábado, Junho 01, 2013
Caso Tecnoforma a ser investigado
Memorandos da Ordem dos Arquitectos mostram que os dois políticos tentaram "vender" o projecto da empresa inspirado no dos aeródromos municipais. Passos Coelho e Miguel Relvas tentaram, em 2003 e 2004, que a Ordem dos Arquitectos se associasse à Tecnoforma para desenvolver um programa de formação profissional proposto por aquela empresa, e financiado pelo programa Foral, com o nome Autarquia Segura, a pretexto de "normativas europeias". O objectivo era formar técnicos das câmaras municipais que pudessem executar planos de emergência para os edifícios de todas as câmaras do país.
O comissário responsável pelo Fundo Social Europeu, Lászlo Andor, comunicou à deputada europeia Ana Gomes, autora de uma queixa-crime, que o Gabinete de Luta Anti-Fraude da União Europeia (OLAF) abriu no final do ano passado uma investigação acerca dos indícios de fraudes, revelados pelo jornal Público, relativos ao financiamento da empresa Tecnoforma e da organização não governamental (ONG) denominada Centro Português para a Cooperação, entidades que foram dirigidas por Pedro Passos Coelho.
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